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Pompeia: a cidade petrificada!

Pompeia: a cidade petrificada!

Você já ouviu falar de Pompéia? Infelizmente, nem sempre a fama de uma cidade, inclusive de cidades turísticas, são por bons motivos. No caso de Pompéia, o vulcão Vesúvio despertou de forma inesperada, há muitos anos, e acabou petrificando a população da cidade. Neste texto, apresentaremos a cidade hoje e um pouco da história que ela carrega, venha junto.

O vulcão Vesúvio entrou em erupção em agosto de 79 d.C. Provavelmente, a julgar pela ausência de precauções, eles nem sequer suspeitavam de que a montanha onde plantavam vinhas abrigava um perigoso vulcão. As pedras, chamadas lapíli (do italiano lapilli, pedrinhas), que a cratera expelia, alcançavam quilômetros de altura e algumas tinham espessura de 8 metros. Normalmente, os lapíli são do tamanho de uma avelã. Quem conseguiu sobreviver às pedradas acabou morrendo por asfixia: o Vesúvio soltava um gás altamente tóxico e letal. No dia 27, as cidades estavam sepultadas debaixo das cinzas e pedras. Os sobreviventes que retornaram em busca de seus pertences não encontraram mais nada.

Pompéia tinha cerca de 15mil a 20 mil habitantes e se localizava a cerca de 8 km de distância do Vesúvio. Herculano, cidade menor e mais rica, tinha 4 mil habitantes e se situava a 7 km.

Relíquias de uma cidade petrificada por vulcão

 

O que sobrou de Pompéia, vinte séculos depois da tragédia, acabou virando atração turística. Alguns corpos, modelados pelas cinzas, ainda guardam dos últimos momentos de algumas pessoas. Quem caminha pela cidade pode ver corpos curvados, outros estendidos. Os corpos menores, supostamente de crianças, são os que chamam mais atenção do público visitante.

A arquitetura da cidade também revela algumas paisagens histórias memoráveis. Quem entra nas casas de Pompéia, pode verificar a dificuldade que os habitantes que viram Vesúvio explodir em deixar seus lares. Algumas pessoas tentaram de todas as formas escapar: seja correndo para o subsolo, térreo, primeiro andar e mesmo em cima de  telhados.

Só no século XVI é que foram descobertos vestígios das ruínas de Pompéia, quando o arquiteto italiano Domenico Fontana tentou abrir um túnel sob o monte La Civita; ele pretendia construir um canal que levasse a água do rio Sarno para a cidade vizinha de Torre Annunziata. Passaram-se mais dois séculos até que as pesquisas na área começassem. Em 1738, por ordem do rei Carlos III de Espanha — cujos domínios incluíam Nápoles — ,o engenheiro Rocco Giacchino de Alcubierre iniciou escavações sistemáticas onde antes se erguera Herculano, a 8 quilômetros de Nápoles.

Dez anos depois, passaram a escavar em outro local, que só em 1763, por meio de uma inscrição, foi identificado como Pompéia. Os arqueólogos contratados por Alcubierre encontraram também o primeiro cadáver e quanto mais avançavam no trabalho outros apareciam.

Vesúvio pode entrar em atividade novamente?

 

Sim, segundo pesquisas de geógrafos e geólogos o Vesúvio não se trata de um vulcão extinto, mas sim um vulcão adormecido. Isso significa que, um dia ele pode voltar suas atividades. E é justamente por esse motivo que Pompéia, ainda hoje, é bastante monitorada.

Sabendo dessa possibilidade, e com o objetivo de evitar outra tragédia, o governo italiano possui um plano e uma política de incentivo a mudança e migração dos cerca de 26 mil habitantes que vivem em Pompéia atualmente. O problema é que muitos resistem – até porque quanto mais se vive em um território, maiores vão sendo os laços afetivos e de identidade com o local. Uma das principais queixas de moradores é o valor oferecido pelo governo italiano, que, segundo os moradores, não seria o suficiente para uma mudança digna.

Depois da erupção de 79, o Vesúvio irrompeu ainda nada menos que trinta vezes — o episódio mais recente ocorreu em 1944. Mas nunca com a violência que sepultou Pompéia.