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Viajar com dinheiro ou cartão?

Viajar com dinheiro ou cartão?

Viajar com dinheiro ou cartão?

É melhor viajar com dinheiro vivo, cartão de crédito ou pré-pago?

Não existe uma receita única que sirva para todos os viajantes. Como acontece ao tomar várias outras decisões da viagem, você terá que definir se sua prioridade é economia ou comodidade.

Nunca vá com somente uma opção na viagem. Imprevistos acontecem. Vá com duas ou três opções para usar dinheiro no exterior. Sempre leve dinheiro em espécie (dinheiro vivo, também chamado de papel-moeda). Já imaginou se o seu cartão não funciona? Não bobeie, sempre leve dinheiro (dólares ou euros), inclusive em alguns países é obrigatório que você tenha dinheiro em espécie.

A seguir, veja os prós e contras dos meios de pagamento mais comuns e saiba escolher a melhor forma de levar dinheiro para a sua viagem:

 

Dinheiro em espécie

 

Hoje, principalmente após o aumento do IOF sobre os cartões, levar dinheiro em espécie é a opção que mais compensa financeiramente

O dinheiro em espécie é o meio de pagamento mais barato, porque o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a compra de moeda estrangeira é de apenas 0,38%. O dinheiro vivo também é facilmente aceito em qualquer lugar e é o melhor meio de pagamento para quem tem dificuldade de controlar os gastos sem ver as notas saindo da carteira.

Porém, é arriscado viajar só com dinheiro em espécie, pois se o dinheiro for perdido, roubado ou furtado, não há como recuperá-lo. O risco aumenta em viagens longas, de mais de dez dias, em que é preciso carregar grandes quantidades de dinheiro.

Assim, se decidir viajar com a maior parte do dinheiro em espécie, tome algumas precauções. Carregue na carteira só a quantidade que você vai usar durante o dia. Carregue o resto com você, escondido na doleira, ou tranque o dinheiro na mala com cadeado ou no cofre do hotel. O importante é dividir o dinheiro entre vários lugares.

Para comprar a moeda, procure casas de câmbio ou bancos tradicionais autorizados, para não correr risco de comprar dinheiro falso. Evite casas de câmbio em aeroportos, que podem cobrar mais caro, e pesquise preços. Procure se informar sobre o valor total da operação, incluindo a taxa de câmbio, o IOF, a tarifa por operação cobrada pela casa de câmbio e o custo da entrega do dinheiro, se houver.

 

Cartão de crédito

 

A conta é muito simples:

  • Como já vimos, ao comprar em espécie uma moeda forte como o dólar vamos pagar de 3 a 5% mais caro que o valor comercial.
  • Na fatura do cartão de crédito, os bancos não convertem o dólar pelo valor comercial. Eles colocam um lucro no valor do dólar que geralmente é de 3 a 6% sobre o valor comercial (há exceções como a Caixa Federal que geralmente faz um sobrepreço menor).
  • Além da conversão desfavorável dos bancos ainda há o IOF de 6,38%. Somando o lucro do banco mais o IOF você pagará mais de 10% sobre o valor comercial do dólar na maioria dos cartões de crédito.

Exemplo: se a cotação comercial está 1 dólar = R$ 4,00, em espécie você vai comprar por cerca de R$ 4,20 e o custo na maioria dos cartões de crédito será maior que R$ 4,40.

Outras desvantagens de usar o cartão de crédito:

  • A taxa cambial não será a do dia em que você usou o cartão e sim a do dia do vencimento da sua fatura. Nesse período o dólar pode subir ou descer e você pode ganhar ou perder. Mas nesses tempos de instabilidade econômica creio não ser prudente jogar esse jogo.
  • Ao usar o cartão de crédito em um país cuja moeda oficial não seja o dólar norte-americano, você perderá duas vezes. Haverá um câmbio da moeda local para dólar e do dólar para real, as duas com taxas desfavoráveis para você. Isso vale inclusive para o uso do cartão na Zona do Euro (enquanto que ao comprar Euros em espécie você só faz um câmbio e perde somente uma vez).
  • Ao sacar dinheiro em um caixa eletrônico no exterior usando o cartão de crédito você pagará taxas fixas e ainda pode pagar juros (dependendo da política do seu cartão).

Sobretudo é prudente que você tenha várias formas de usar dinheiro no exterior. Em muitos países é obrigatório que você demonstre ter meios de custear a sua viagem e o cartão de crédito é um deles. Cartões de crédito frequentemente são exigidos para um depósito caução em hotéis e para aluguel de carros.

A segurança é um fator importante. Para viagens longas ou mesmo para quem vai viver no exterior por um tempo é mais seguro levar um cartão do que muito dinheiro em espécie. O limite do cartão também pode ser utilizado para gastos extras ou mesmo emergências.

Alguns especialistas indicam que você leve o cartão de crédito para ter uma liberdade maior para gastar durante a viagem, mas só use o plástico quando necessário: para ter margem para um mimo inesperado ou para usar em uma emergência.

Cartões que permitem acumular muitas milhas e que oferecem serviços extras para viajantes, como seguro bagagem, podem ser vantajosos.

Alguns cartões de crédito internacionais permitem travar a cotação da moeda estrangeira com o valor do dia da compra, não com o da data do fechamento da fatura. Se essa opção for possível no seu cartão, aproveite, pois reduz o risco de ter surpresas negativas com a alta do câmbio.

Lembre sempre de levar um cartão que seja internacional e de habilitar o uso nos países que você vai visitar.

 

Cartão pré-pago

 

Nos últimos anos os cartões pré-pagos se popularizaram. Encontrados facilmente nas casas de câmbio os mais comuns são das bandeiras Visa e Mastercard (TravelMoney e Cash Passport).

Ele é desvinculado da sua conta corrente e do seu cartão de crédito. É como um celular pré-pago. Você carrega, vai usando os créditos e pode recarregá-lo. Você usa o cartão normalmente, em lojas, restaurantes, no comércio em geral, sacando em caixas eletrônicos. O valor vai sendo debitado do seu saldo.

Não há taxas para usar o cartão nas compras. Há taxas para sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Adquira um cartão que não cobre taxas para recarga.

O cartão pré-pago para viajar pode ser tão caro quanto o cartão de crédito internacional, porque o IOF para a compra de moeda estrangeira no plástico também é de 6,38%. No entanto, diferente do cartão de crédito, no cartão pré-pago, o cliente trava a cotação da moeda no dia em que recarrega o cartão. Além disso, algumas casas de câmbio aceitam negociar a cotação da taxa na hora da compra da moeda estrangeira, reduzindo o peso do imposto.Geralmente os cartões são vinculados a uma moeda, dólar norte-americano, euro ou libra. Faça o cartão na moeda do país que você for. Se você usar o cartão em uma moeda diferente haverá uma conversão cambial desfavorável para você. Há cartões disponíveis para diversas moedas do mundo e também existem cartões multimoedas, que permitem levar várias moedas para viajar por diferentes países.É mais fácil conseguir uma taxa de câmbio melhor em um cartão pré-pago em uma casa de câmbio do que no cartão do crédito do banco, porque o spread, ou seja, a diferença entre a taxa de câmbio comercial e a taxa de câmbio turismo, é menor. As casas especializadas são mais sensíveis a preço.O cartão pré-pago também facilita o controle financeiro durante a viagem, pois é o cliente que define o valor a ser recarregado pela internet e o plástico permite o acompanhar o extrato online.Tanto para adquirir papel-moeda como para recarregar cartão pré-pago, se possível, compre moeda aos poucos, para diluir o risco da variação cambial.